by Eden Antonio
Entre o Sonho e a Lixeira da Vida… O Líder que nunca chega és tu meu irmão e são os teus também.
Eles estão por toda parte. Um exército de invisíveis, filhos do acaso e da corrupção, sobreviventes de promessas que nunca se cumpriram. Caminham pelas ruas como sombras, catando papelão e garrafas plásticas, sonhando com um prato de comida, um golpe de sorte, um milagre. São meninos drones, programados para a miséria, treinados para roubar, para odiar, para sobreviver não para viver.

Alguns sonham em ser jogadores de futebol, outros, médicos como a mãe negra que chorou por um filho doutor, mas ganhou um poeta da dor, um escritor da tristeza. A vida os moldou na lama, mas ainda há brasas sob as cinzas. Eles não pedem piedade, pedem uma chance. Não querem um salvador, querem um caminho.
Mas onde está o líder?

O líder não virá de terno e discurso pronto. Não descerá dos palácios da política ou dos púlpitos da religião. O líder está entre eles—é aquele que, mesmo com fome, não rouba; é aquele que, mesmo sem estudo, ensina; é aquele que, mesmo pisado, ainda sonha.
Você pode ser esse líder.
Não pelo poder, não pela fama, mas porque alguém, um dia, olhou para você e disse: “Você não é o que a vida fez de você. Você é o que você decide ser.”

A revolução não começa com armas. Começa com um homem que se recusa a ser bandido. Com um jovem que prefere chutar uma bola a empunhar uma faca. Com uma mãe que, mesmo sem saber ler, sonha em ver seu filho vencer.
O futuro chefe? Pode ser você. Mas primeiro, você precisa se levantar.
Porque o mundo não muda com heróis.
Muda com sobreviventes que se tornam exemplos.
A luta é longa, mas a derrota só existe quando a gente desiste... perder nunca é de verdade, viver as veses é ensaio… desistir é batota… lutar não é totobola… exige coragem e disciplina, vencer é o nosso destino sim.
Em Luanda, a questão dos jovens em situação de rua é um problema complexo, com múltiplas causas e consequências.
Um estudo do VIS, em parceria com a União Europeia, identificou mais de 400 crianças e jovens vivendo nas ruas da cidade, com adolescentes entre 14 e 17 anos sendo o grupo mais representativo. A violência doméstica, a vulnerabilidade social e a desestruturação familiar são apontadas como as principais causas. fonte google.com