Uma Fábula sobre o Cárcere da Emoção…
By Éden António
O leão que esqueceu o seu próprio rugido… ele passa fome porque acredita que caçar é um trabalho muito difícil… Para caçar ele tem de sujar a sua incrível juba, correr muito rápido, pensar agir com estratégia todos os dias e ele estava farto. Ele entendia que a sua vida deveria ser um pouco mais fácil. Sempre eu!!! Porque?
Então o leão deixou de caçar e ninguém mais temia sua valentia, o leão que não caça, passa fome… emagrece e sofre bullying… E para disfarçar e fugir dos comentários mais desagradáveis, o Leão passou a contar histórias e leia grandes livros escritos por pessoas importantes… porque ele dizia não conseguia ver animais para caçar! O leão que se esqueceu do seu rugido vive duvidando de si próprio, esqueceu as lições de vida que lhe dera a sua mãe.
Então esse leão mesmo cheio de vergonha e frustração começou a emagrecer e todos os outros animais começaram questionar-se sobre o que estava a acontecer com Leão. O rei da floresta.
Ele começou a falar alto e em bom tom que ele descobriu uma forma de viver e ser jovem para sempre, uma forma de viver mais saudável por isso ele começou a fazer dieta, já não come mais carne e agora ele é vegetariano. Ele só comeu arroz com feijão.
Quando nós fugimos das lutas diárias, nós na verdade fugimos dos processos da vida e perdemos a nossa capacidade de enfrentar gigantes, deixamos de ser o rei ou a rainha do nosso quando, e nos tornamos reféns fáceis das circunstâncias, aos poucos vamos deixando de construir um legado de fé e conquista…

Tal com o nosso Leão… Quando nos perdemos dentro de nós próprios e desistimos dos nossos sonhos e deixamos de viver por um propósito maior, isso é o que acontece quando uma pessoa sozinha prende-se numa prisão da mente onde o eu perde a liberdade, causado por pensamentos negativos, ansiedade, medo e traumas do passado, tornando o indivíduo refém de suas próprias emoções. Gerando zonas de tensão na memória. O que Augusto Cury chama de cárcere da emoção.
O orgulho próprio e a honra não se compram, não tem preço, custa caro, mas conquista!!! E só os teimosos da vida é que conhecem o caminho da Victória, mas não é qualquer caminho… o gosto puro da Victória, o contrario é vaidade e tolice. Burrice e perda de tempo…
“Na savana dourada, onde o vento carrega histórias de coragem, havia um rei diferente: a sua juba era imponente, suas patas poderosas, mas seus olhos guardavam um segredo. O Leão que Esqueceu seu Rugido não temia outro! Ele temia a si mesmo, a sua fraqueza perante os desafios que ele não podia vencer por causa da sua falta de ação, falta de fé.
O Sintoma do Esquecimento
- A fome que não era da carne, mas do propósito
- A ironia trágica: os animais ainda fugiam ao vê-lo (o medo existia, mas ele não o reconhecia)
- O eco das lições da mãe-leoa: “Um rugido não é para assustar, filho. É para lembrar a ti mesmo quem és.”

A Geografia da Perda
- A savana como espelho psicológico: vasta, mas vazia para quem perdeu o significado
- Cenas poéticas:
“Ele via gazelas, mas enxergava sombras. Ouvia o rio, mas não escutava a própria sede.” - Os Coelhos sábios queriam dizer algo como: “A honra, Rei, não é um manto que se veste, mas um rugido que se conquista todos os dias. Custa caro, e só os teimosos conhecem seu gosto puro.”
- Animais a voltam do Leão tinham medo dele… só ele é que não via porque ele via tudo mudado, mas ele julgava que os outros é que mudaram.
O Encontro com o Ouriço Inteligente
- Num dia em que a sua sombra parecia maior que seu corpo, o Leão encontrou um Ouriço ancião que não se moveu à sua passagem. Os seus olhos, poças de sabedoria quieta, fitaram os dele. – ‘Venha’ – disse o Ouriço, com a voz que parecia vir das raízes da terra. – ‘Tomemos um chá na minha biblioteca. Precisamos falar sobre o seu silêncio.'”
- — Você não rugiu hoje — observou o Ouriço, voz lenta como o fluir da terra.
- O Leão baixou a cabeça, a vergonha queimando mais que o sol da Savana.
- — Como posso rugir, se esqueci o som?
- — Talvez — sussurrou o Ouriço — você tenha esquecido para que se rugia. Um rugido não é para os outros. É para você!!! É para afastar as dúvidas que, como hienas, rondam a sua mente! Entende?
- E então, ele disse algo que fez um grande eco como o de um trovão silencioso:
- — Você fugiu da savana externa e se perdeu na savana interna. E a mais perigosa das savanas é a que construímos dentro de nós, com cercas de medo e rios de ansiedade. Augusto Cury chamaria isso de seu cárcere particular.
- O Leão entendeu, então, que a sua dieta vegetariana, os seus livros, as suas histórias, eram apenas as grades douradas da sua própria prisão. Ele não temia as gazelas. Temia a si mesmo! Temia a sua fraqueza, a sua inação, o vazio que crescia onde antes havia um propósito.
- O rugido estava ali, sim. Não na memória, mas adormecido nos músculos atrofiados da coragem, à espera de uma ameaça real que o chamasse de volta à vida.
O Rugido que Nunca Foi Embora
- Depois da conversa com o senhor Ouriço, o Leão começa a refletir sobre as picadas da verdade que lhe dissera o senhor Ouriço…
- A dor da verdade arrancava a mascara que o Leão usava, a faixada que escondia toda a sua preguiça, transformou-se em vergonha e arrependimento e o Leão lembrou dos ensinamentos da sua mãe.
- Ele subiu o monte do vale e correu com toda sua força e a sua energia e disposiçao tambem voltou e fazia muito tempo que o Leao nao corria, nao passeiava pela sua terra e ele reparou que parte da sua terra estava ocupada por homens maus.
- Eles eram caçadores e tinha armas e armadilhas e como nao conseguiam caçar os animais que esles queriam, entao com raiva eles queimaram a savana e o fogo cresceu rapido.
- O vento conduzia o fogo e as chamas eram grandes e avançavam muito rapido os caçadores quando viram que nao podiam apagar o fogo fugiram…
- O perigo estava pronto para matar e destruir a terra do Leao e cheio de afliçao o Leao rugiu e disse aqui naoooo!
- Rugiu com tamanha força que todos os animais ouviram e foram ajudar o Leao e juntos apagaram o fogo.
- Alguns tinham medo mas o exemplo do Leão, mostrou que nos momentos mais difíceis da vida a nossa verdadeira essência mostra quem nos somos.
- A descoberta: o rugido estava guardado no corpo, não na memória
- O clímax: quando a ameaça real (um incêndio? caçadores?) força seu instinto a emergir
- “O som que saiu de sua garganta não veio dos pulmões… veio das cicatrizes, das noites sem caçar, do amor esquecido da sua mãe.”
Filosófica:
“Todos carregamos savanas internas. Há dias em que esquecemos como rugir… mas a coragem é como os músculos do leão: atrofia, mas não desaparece. A cura para o esquecimento de si não está no espelho dos outros, mas no silêncio que o precede. Rugir, afinal, é só se lembrar de que o ar sempre esteve lá, esperando para ser transformado.”
O preço da Fuga
O resultado:Nunca aprendemos a viver. Um Leão por mais fome que tenha ele não come capim… Mas que ele queria ele não pode deixar de ser um leão! Ele foi criando para cumprir um proposito: equilibrar a fauna, a biologia animal, obedece a voz do seu criador: O Deus Todo Poderoso. Um Leão fora da sua posição, ele não pode existir.
Assim também acontece com os seres humanos, existem para cumprir um proposito na terra, quando as pessoas passam a cumprir o seu própria proposito, elas deixam de viver para Deus! Elas vivem lutando por poder, dinheiro, vaidade, fama.
Tornam-se pessoas cheias de si mesmas e vazias de amor e o seu afeto e discernimento são corrompidos, como um Leão que deveria comer a melhor carne, saborear tudo o que lhe apetece e sempre que quiser… Essas pessoas vivem de filosofias absurdas, comendo e vivendo do normal, do costume ao invés do melhor, do extraordinário que Deus reserva para elas. O extraordinário é desperdiçado.
O poder corrompe a alma, devagar perdemos a sensibilidade das coisas, vemos mas não acreditamos, falamos, ensinamos, mas as vezes… só as vezes, nos esquecemos de ensinar a nós mesmos.
E como papagaios de emoção, repetimos os mesmos erros porque nunca aprendemos, repetimos para os outros, mas não para nós. E o nosso sabotador interno sabe disso e sabiamente ele faz-nos reféns das nossas culpas e concupiscências.
Quem aprender a nadar no mar da mente conhece a Jesus Cristo e encontra o seu caminho. As dificuldades moldam o nosso carácter… Mas o homem forte descobre o Leão interior! Ele aprende e fortalece-se nas dificuldades.
O Leão não nasce forte e rápido ele aprende com a mãe dele! Ele assiste as lutas dela, ele vê como ela faz, como comunica, como se relaciona com as outras e no processo o Leão torna-se num mestre. Um especialista em caçar, um predador temível e terrível. O mais forte de todos.
E assim, como nosso leão, o homem que foge de seu propósito também esquece seu rugido. Voltar à essência, então, requer a mesma humildade do rei da floresta: a humildade de aprender de novo. De nascer de novo.



